A crise ético-moral que vive a humanidade não tem como matriz apenas o processo de modernização que as sociedades humanas passam de tempos em tempos. O que está em curso, e de longa data, é uma massificação do conformismo coletivo em detrimento dos valores que sempre permearam o convívio de respeito à dignidade humana.
O massacre de pessoas que vem acontecendo há 18 meses na Síria mostra a toda Humanidade como ela deve ser tratada quando os interesses econômico-financeiros sobrepujam os valores da pessoa humana. O ditador sírio Basha Assad precipita um genocídio há todo esse tempo e o mundo permanece em silêncio.
Os Estados Unidos, que são a polícia do mundo, nada de concreto fazem, pois alegam que a Rússia e a China, que têm poder de veto na ONU, impedem uma ação mais contundente. Hipocrisia! Quando quiseram atacar o Iraque pela segunda vez, fizeram-no a despeito do Conselho de Segurança da Instituição. As razões verdadeiras são: por parte da Rússia, a base militar que esse país tem na região. E quanto à China, um mercado consumidor de mais de 1,5 bilhão de consumidores. Com receio de sofrerem represália desses países, calam-se ante as atrocidades.
Podemos constatar, aqui abaixo da linha do Equador, o processo de alienação a que a nossa sociedade é submetida e de certo ponto subjugada, quando assistimos, em horário nobre, cenas de novela que exaltam a vingança a qualquer custo, baseada no lema: “os fins justificam os meios". Esse comportamento vai pouco a pouco semeando no inconsciente coletivo que a única alternativa para estabelecer a justiça é o planejamento da vingança sem consequências emocionais e psíquicas para o verdugo no porvir.
Testemunhamos o espetáculo da cobiça e da vaidade. O que se pode dizer de um cidadão que ocupou o Ministério da Justiça e se propôs até outro dia, a defender um contraventor envolvido em crimes que vão da "lavagem" de dinheiro à suspeita de sequestro. Os honorários desse advogado estão sendo pagos por qual fonte? Se esse recebimento vem manchado de indignidade, no mínimo, o ilustríssimo advogado está ajudando a perpetuar o mal.
Assistimos ao espetáculo de escárnio ao contribuinte nas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). Quando criminosos depoentes e circunstantes dizem a prestar depoimento: “reservo-me o direito constitucional de ficar em silêncio”. O silêncio em muitos casos é incriminador, torna-se mais eloquente do que qualquer palavra e, mais do que verbalização, posicionamo-nos por meio de símbolos. No terreno dos fatos, a conduta do mensageiro é tão importante quanto o conteúdo da mensagem.
Mas que sociedade é esta? É a que ainda conseguimos formar sobre os alicerces da má educação, da hipocrisia, da mentira sistemática, da falta de pudor e da ausência do sentimento de fraternidade. Ao optar pelo alinhamento de má conduta crê-se na impunidade e ludibria-se a Justiça Constituída, mas a vida aguarda o momento para punir. A revisão dos meios e modos praticados até aqui parece um começo de retomada de consciência, porém não nos isenta da responsabilidade das consequências de nossos desencontros.
Pensemos nisso!
Um forte abraço,
Até a próxima
O texto nos faz refletir e repensar o comodismo social que esta solidificado na herança cultural dos tempos! Raízes profundas que somente se modificarão quando cada ser der-se conta que deverá fazer a sua parte no meio em que vive dando exemplo no exercício do bem realizar,saindo de si mesmo e abraçando causas humanitárias que auxiliarão na transformação do indivíduo em sua essência moral. Quanto tempo levará para essa mudança, não sei!!! Sei que cada um deverá fazer a sua parte e já estará auxiliando na transformação de um mundo melhor!O que não se deve fazer é ficar parado, achando que não pode fazer nada para o mundo melhorar, por ser um só! Uma atitude gera reação! Em quem? Na pessoa que esta na ação de algo modificar!E quem sabe,outras pessoas se modificarão!
ResponderExcluirParabéns novamente Gean! E não pare de despertar consciências!!! Luz e Paz!!