Volta e meia, usamos expressões para reforçar uma idéia, marcar posição ou justificar atitudes, as quais nem sabemos a origem. Uma delas é “Voto de Minerva”. Quem nunca na vida não foi chamado para decidir uma situação?
Bem, o termo se refere a um episódio da mitologia grega em que a deusa Atena ( que corresponde à deusa Minerva) presidia o julgamento de Orestes. Este, vingando a morte do pai Agamemnom, havia matado a sua mãe Clitemnestra e o amante Egisto, responsável pelo assassinato de Agamemnom logo após este haver voltado da guerra de Tróia.
Segundo a tradição, aquele que cometesse um crime contra genos era punido com morte pelas Erímios, seres demoníacos, para os quais o matricídio era o mais grave e imperdoável de todos os crimes. Sabendo do castigo que o esperava, Orestes apelou para o deus Apolo, e este decidiu advogar em seu favor. Levado a julgamento, as Erínias foram as acusadoras e Minerva presidiu o Tribunal.
A votação, no júri formado por 12 cidadãos atenienses, termina empatada. Minerva então declara Orestes inocente. Assim ficou imortalizado o voto decisivo de desempate como Voto de Minerva.
Um forte abraço.
Até a próxima!
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