segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O Mantra do Governador e o Extermínio da População

     O mantra entoado pelo Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, da entrada de armas no Estado e da reação dos bandidos à ofensiva da polícia contra o crime, para justificar a inadmissível violência que campeia na cidade, só serve para anestesiar a sua própria consciência. Na realidade, Sua Excelência parece não saber como enfrentar a situação.

     As execuções de policiais, assim como a de civis, desde o início deste ano, apontam para a incapacidade do Estado em dar uma resposta eficaz ao desafio posto pelos homicidas. Aliás, o partido do Governador está à frente da administração há mais de 16 anos e ainda não conseguiu controlar a viloência na cidade.

     Enquanto jovens como Carolina Silva Lee, de 15 anos, são assassinados, policiais da ativa e da reserva que serviram e servem o nosso País são vítimas de emboscadas, as autoridades aparecem com discursos vazios de sentimento e de ação. Governador, o senhor por mais que deseje não conseguirá mensurar a dor da mãe de Carolina e das famílias dos policiais assassinados. Simplesmente, a salvo de enganos e erros, não teve a vida de uma filha interrompida dessa maneira.

     O que está acontecendo em São Paulo é muito mais do que casos pontuais de violência como as autoridades alardeiam; os criminosos estão colocando em xeque a autoridade do governador e sua capacidade de fazer frente ao desafio proposto. Diante do cenário que se apresenta, não há perspectivas de mudança substancial: vamos continuar a ouvir o rosário das providências inexistentes.

 
     Cabe ao senhor Governador parar com o mantra do qual se dedica toda vez que é perguntado sobre o recrudescer da violência, responsabilizando o Governo Federal, e partir para as providências cabíveis. Pois, o senhor Geraldo Alckmin e sua família estão bem guarnecidos no Palácio dos Bandeirantes e quando saem a rua, o fazem com um batalhão de seguranças. E a população que paga todo esse aparato está á mercê de bandidos nas ruas. Muitas vezes a tarefa a ser cumprida é maior do que o agente responsável de cumpri-la.

Pensemos nisso.

Um forte abraço

Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário