A incidência de crimes passionais não encontra motivação apenas num Código Penal que beneficia o criminoso da primeira à última instância. As circunstâncias para o crime de hoje foram criadas num passado de concessões cegas à paixão ou da visão linear de interesses inconfessáveis.
Quem proceder a uma análise distante do sentimento de revolta que esse tipo de crime provoca em quase todos, haverá de concluir que o perfil do criminoso é mais velho, rico, inseguro e possessivo; enquanto a vítima, em geral, uma pessoa bonita, atraente, com uma ambição sem medida e que chama atenção mais pela embalagem do que pelo conteúdo.
Os crimes que mais repercutiram na nossa sociedade, nas últimas cinco décadas, têm esse mesmo enredo, apenas mudam as personagens das tragédias: dinheiro, poder e sexo, coquetel explosivo da alma humana.
Em 1976, Fernando Amaral Street, conhecido como Doca Street, mata com três tiros a namorada Ângela Diniz, uma pessoa com concepção de vida à frente do seu tempo. Não suportando a maneira moderna de relacionamento, Fernando assassina-a. O cantor Lindomar Castilho, em 1981, tomado por um ciúme incontrolável, segundo relatos da imprensa, assassina a sua esposa e também cantora Elena de Grammot com três tiros à queima-roupa.
Aqueles que imaginam que o nível intelectual é impedimento para evitar certas ocorrências desumanas erram. O jornalista e ex-diretor do jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”, Antônio Pimenta, inconformado com o término do namoro com Sandra Gomide, arma uma cilada para assassiná-la, atraindo-a até um Haras e põe fim à sua existência com três tiros. Nos anos 80, a atriz Dorinha Durval, cansada das humilhações constantes do companheiro Paulo Sérgio Alencar, mata-o com dois tiros.
Imaginamos que as concessões feitas no passado não vão repercutir de forma dramática em nossas vidas no futuro. Aqueles(as) que pensam apenas no futuro material, sem mensurar custo da empreitada, poderão ter uma triste surpresa: de nada valerá tanto “esforço” e “sacrifício”, se não houver amanhã...
O caminho para o fim ou para a diminuição drástica dos crimes passionais passa de maneira impreterível pela compreensão por parte do ser humano em colocar termos em sua ambição material. E também não apostar a própria vida em nome de uma paixão, pois é sabido que esta tem prazo de validade.
A via da conquista das coisas perecíveis do mundo não precisa acontecer pela troca do corpo, da beleza e do sexo, pelo dinheiro e conforto. A ambição que é humana de ter uma vida com estabilidade financeira pode ser obtida por meio digno mediante os parâmetros ético-morais e ter a satisfação de conseguir tal conquista com trabalho digno e esforço pessoal.
Pensemos nisso.
Um forte abraço,
Até a próxima!
Os crimes passionais existem, devido aos desvios de personalidades adquiridos na infância, causando no psiquísmo do indivíduo um sentimento de rejeição! Crêem que não são amados,e utilizam o sentimento de posse como mecanismo para sua vida diária. São pessoas com auto estima baixa, acreditam que ninguém nunca os amará! Em muitos seres, o desequilíbrio é tão grave que chegam a vias do crime. Pessoas dessa natureza fecham-se em seus casulos, não tem muitos amigos,pois desconfiam de todos que se aproximam deles. Acredito que sempre existirá amanhã para aquele que se ama! Pois acreditará que um dia alguém o amará pelo o que ele é! Ser em essência!
ResponderExcluirParabéns pela reflexão!! Luz e Paz!!