Somos seres frágeis e falíveis, capazes de gestos de grande nobreza, assim como gestos de indizível crueldade. Essa oscilação é decorrente do nosso estágio de consciência ainda primário, e muitos de nós não hesitamos em infringir a dor ao semelhante, atingindo-o no seu ponto mais vulnerável, daí o dito “calcanhar de Aquiles”. Mas, quem era Aquiles? Vamos à história desse guerreiro grego.
Aquiles era filho de Tétis e de Peleu, rei dos mirmidões. Zeus e Posídon haviam sido rivais pela mão de Tétis até que Prometeu, o responsável por trazer o fogo aos humanos, alertou Zeus a respeito de uma profecia que dizia que Tétis daria a luz a um filho ainda maior que seu pai. Por esse motivo os dois deuses desistiram de cortejá-la e fizeram-na casar-se com Peleu.
Entre muitas versões sobre Aquiles, uma conta que Tétis, sua mãe, ficou sabendo, através de um oráculo, que ele morreria durante a guerra dos gregos contra os troianos. Para impedir a morte do filho, Tétis mergulhou Aquiles no rio Estige, tentando fazê-lo imortal. Deixou-o, no entanto, vulnerável na parte do corpo pela qual ela o segurou: seu calcanhar.
A profecia do Oráculo começou a se cumprir: Aquiles se envolve na guerra de Troia. Duarte essa batalha épica, Páris descobriu o ponto fraco de Aquiles e lançou contra o guerreiro grego uma flecha envenenada, atingindo-o no seu ponto vulnerável, o calcanhar. Daí a expressão calcanhar de aquiles, que significa o ponto fraco de alguém.
Um forte abraço.
Até a próxima!
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