No dia 1.º de dezembro de 1955, na cidade de Montgomery, estado do Alabama, sul dos Estados Unidos, a senhora Rose Parks, uma costureira, toma o ônibus. Cansada por mais um dia de trabalho exaustivo, sentindo forte dor nos pés, percebeu que todos os lugares para os negros estavam ocupados. Decide sentar-se num assento reservado para os brancos. Essa atitude mudaria a sua vida e de milhares de pessoas naquele País.
Durante o trajeto, o condutor do ônibus parou o veículo e exigiu que ela levantasse para dar lugar a um branco que acabara de entrar no transporte. A senhora Parks, com educação e firmeza, respondeu: “Não vou sair. Paguei a passagem, cumpri o meu dever de cidadã”. Houve, a seguir, uma discussão intensa com ataques, ofensas à honra e à dignidade daquela senhora. A polícia foi chamada, e a trabalhadora que ousou infringir a lei federal de segregação racial foi presa.
A notícia da prisão de Rose Parks propagou-se por Montgomery com rapidez. Nesse momento, entra em cena um jovem pastor, Martin Luther King Jr. –– aquele que, mais tarde, levaria 250 mil pessoas a marcharem em direção a Washington D.C. Após reunião com lideranças locais e sobre pressão da comunidade negra, decidiram que fariam um boicote de um dia aos ônibus. Foram distribuídos 40 mil panfletos explicando os motivos da manifestação.
O boicote, que seria de um dia apenas, prolongou-se por 382 dias, mobilizando 20 mil negros que deixaram de utilizar o transporte público, fazendo com que os ônibus passem a circular vazios pela cidade. Por sua vez, os empresários, contabilizando o prejuízo com a ausência da comunidade negra, decidiram processar Martin Luther King. O processo estava para tramitar, quando chega a notícia de que a Suprema Corte dos E.U.A. declarava inconstitucional, no Alabama, a lei relativa à segregação nos ônibus.
Rose Parks, pelo seu destemor ao enfrentar o inadmissível, foi obrigada a mudar-se de Montgomery divido a ameaças de morte. Foi fixar residência em Detroit, no estado de Michigan, onde passou a trabalhar e a viver. Em 2005, ela parte da nossa convivência, deixando um legado de posicionamento e de dignidade que muitos seres humanos tentam, mas a opção apenas pelas coisas efêmeras do mundo, sequer deixa espaço para um gesto de tal grandeza num instante de sua vida.
Quando alguém tem um ideal nobre, a dor da estrada escolhida perde a conotação humana e ganha aspecto divino. O sofrimento físico ou moral, tendo uma missão elevada, constitui-se em aprendizado para quem está no caminho e exemplo para quem está à margem. Ao primeiro, catalisa as lições da jornada; para o segundo, lamenta por não conseguir as coisas que considera ter direito e ainda pensa que está sofrendo injustamente.
Olhando para trás, vemos quantos exemplos de grandeza, de renúncia, de amor e de fraternidade ao semelhante legados por pessoas que mediante a análise superficial humana são iguais a nós. Em verdade, são superiores, não pelas conquistas materiais ou no campo do saber, mas pela dimensão de seu caráter. Como disse Gandhi: “Acreditar em algo e não viver é desonesto”, nesse quesito Rose Parks tem lugar de honra nas conquistas da humanidade.
Pensemos nisso,
Um forte abraço,
Até a próxima!
VENCEDOR É AQUELE QUE CONSEGUE EXPRESSAR SEUS VERDADEIROS SENTIMENTOS E POSICIONAR-SE PERANTE A SOCIEDADE QUE CRIA REGRAS PARA BENEFICIAR A MINORIA.
ResponderExcluirA HUMANIDADE CRIA MUITOS HERÓIS, MAS O VERDADEIRO HERÓI ESTA DENTRO DO PRÓPRIO SER, QUANDO CONSEGUE VENCER AS BARREIRAS DOS SEUS PRÓPRIOS PRÉ-CONCEITOS CRIADO PELOS OUTROS E INCUTIDOS NA SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA! SEJAMOS ESSÊNCIA E NÃO APARÊNCIA!EXCELENTE REFLEXÃO! PARABÉNS!ABRAÇO!LÍLIAN