segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sociedade Refém da Omissão

     
     As greves deflagradas pelos servidores federais deixam o país refém de sectários e intransigentes, demonstrando como os interesses pessoais solapam os interesses coletivos. Mas eles encontram terreno fértil para se proliferar na omissão de seguidos governos e dos parlamentares por não colocarem termos nos abusos que as greves promovem no Brasi

     O estado de braços cruzados dos servidores públicos não é apenas para reivindicar aumento salarial, tem como pano de fundo o inconformismo pelas últimas medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff. Sem a leniência de outros governos, ela decidiu dar um basta nas ações descabidas dos grevistas e efetuou o corte no ponto, suspendeu os pagamentos durante a paralisação e determinou a investigação para apurar abusos. Mas o que causou a sanha de muitos funcionários foi a lei de Transparência Administrativa que determina a divulgação de salários e ganhos dos servidores federais. Na verdade, inúmeros funcionários não aceitam ser tratados sem privilégios.

     Como represália, os grevistas expuseram a população a todo tipo de privação para pressionar o governo a ceder as suas exigências. Essa ação inconseqüente está causando sérios problemas para aqueles que mais necessitam da presença do Estado em suas vidas. Já faltam remédios essenciais nos hospitais para atender os pacientes, como por exemplo, um medicamento contra o câncer e reagentes para diagnóstico da gripe H1N1. As nossas fronteiras estão abertas, permitindo acesso de mercadorias sem pagamento de imposto, além do tráfico de drogas.

     A sociedade não pode aceitar que seres humanos sejam usados como moeda de troca, de instrumento de negociação de grevistas. Buscar melhores condições de vida é um sentimento inerente à pessoa humana; entretanto, o que não se pode aceitar é uma dor fabricada para um povo já tão sofrido, no intuito de atingir fins particulares. Sob o manto da estabilidade sem deveres produtivos vamos continuar assistindo em tempos, em tempos, essa afronta à população com o nome de direitos adquiridos.

     Há 24 anos os senhores deputados e senadores não regulamentaram do direito de greve que está para ser definido na Constituição, mas a omissão e o descaso falaram mais alto e hoje sentimos as suas consequências. A presidente Dilma disse que está mais preocupada com aqueles que não têm emprego e nem estabilidade. E os senhores com que estão preocupados?

     Pensemos nisso
     Um forte abraço
     Até a próxima!
     






2 comentários:

  1. Sem dúvida: É uma afronta essa greve na forma que foi feita. Concordo com a tua visão. Parabenes pelo texto. Milton

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  2. Pergunto aos senhores!!!
    Quem colocou as pessoas no poder? A própria população que esta a fazer greve!!!
    Todos nós sofremos as conseqüências direta ou indiretamente!! Não sou a favor de greves e nem dos políticos! Sou a favor de que cada um deve fazer a sua parte no mundo!Se não estamos satisfeitos com a vida que levamos, vamos buscar outras possibilidades para viver!! O ser humano é um ser pensante e criativo!!Mas o medo de mudar, de arriscar-se em novas possibilidades de vida paraliza!!!! O melhor é ser como a maioria!! Ser levado pela multidão com medo de seguir seu coração! O poder da multidão também corrompe e muitos cidadãos são corrompidos pelo próprio medo de mudar!"O que os outros vão pensar da minha atitude?" Esse é um dos maiores medos da humanidade,dar importância ao que os outros pensam a seu respeito!Parabenizo você pelo texto e fico feliz que tenhas voltado a escrever!!!Lílian

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