quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Valor da Individualidade

     Intolerância, essa é a palavra para definir a atitude contra as pessoas que afirmam sua identidade com ações provenientes de uma autocrítica e de uma reflexão acerca do mundo em que vivem. Mas, conduzir as perspectivas pessoais sem submetê-las a aprovação da opinião publica, gera uma convivência marcada por conflitos.
     À proporção que aumenta o senso crítico do individuo, cresce a sua percepção em relação à vida, aos seus pares e ao meio em que interage. Esse passo evolutivo dá-lhe condições de ver as vísceras de uma sociedade hipócrita que sempre estiveram expostas; mas a padronização do pensamento único e, por conseguinte, a automação dos comportamentos fazem aqueles que têm dificuldade de lidar com conteúdos mais profundos presas fácies e críticos contumazes do diferente – são verdadeiros títeres.
     Para conseguir essa independência ideológica é fundamental que enfrentemos a opinião pública e a nós mesmo. Sentimos imensa necessidade de aprovação e de aceitação, por parte de outras pessoas, sem darmos valor ao que sentimos, pensamos e queremos. Abdicar da individualidade, aderir ao um grupo para não se sentir diferente é suicídio emocional. Esse comportamento ao seu termo promove lentamente a destruição da nossa individualidade, comprometendo a nossa unidade com a vida e com tudo a sua volta.
     Cabe, aí, colocar um fator indispensável para uma análise isenta de paixões: muitos de nós, mesmo aqueles que desejam mudança, possuímos o sentimento autoritário de reformar e controlar as pessoas direta e indiretamente no que deve ou não fazer. Essa postura distancia-nos do princípio de respeito mútuo, galvanizador do convívio civilizado entre os seres humanos.
    Quem busca a unanimidade a qualquer custo não é independente ideologicamente. A procura ansiosa por aprovação abre a possibilidade de oferecimento de vários sofismas para que as nossas atitudes sejam consideradas. Por outro lado, se seguirmos os nossos próprios passos poderemos ter dificuldades – inerentes ao aprendizado da vida –, porém seremos recompensados, sentindo-nos mais seguros e autênticos.
     Em sentido amplo, o pensamento único é corrosivo ao pensamento livre, espontâneo e empreendedor. Não podemos tolher comportamentos contrários ao nosso. O livre-arbítrio, além de oferecer-nos a possibilidade de escolhas pessoais, serve também de autoavaliação. A liberdade nada nos vale se não cultivarmos a independência íntima, pois quem está com amarras e sob suspeição não poderá agir nem pensar livremente. Pensemos nisso.

     Até a próxima!

Um comentário:

  1. Ao ler seu texto,concordo plenamente que cada indivíduo deve trilhar na sua própria calçada, pois é herdeiro de si mesmo! Devido a influência familiar e social, as pessoas se perdem, tornando-se inseguras, querendo ser amadas, reconhecidas. Querem fazer parte de um grupo onde desejam ser aceitas, pois ainda não aprenderam a se AMAR!Quando preencherem o vazio da alma com amor próprio,conseguirão formar opiniões e posicionar-se melhor no mundo de relações!!! Abraço fraterno!

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