O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou solenemente, no dia 21 de outubro, no Salão de Imprensa da Casa Branca, que as tropas norte-americanas voltarão ao seu país sem ter vencido a Guerra no Iraque. O retorno dos soldados depois de quase dez anos é um atestado de fracasso. Além do mais, vem à tona traumas e abre feridas deixadas pela Guerra do Vietnã, na qual também saíram corridos.
A invasão no Iraque teve como justificativa uma suposta fabricação de armas nucleares patrocinadas pelo então Presidente Saddam Hussein, logo desmascarada, pois não foram encontrados quaisquer vestígios de armamento dessa natureza. A verdadeira razão de os EUA atacarem foi o desejo de se apossarem do petróleo daquele país. Entretanto, o maior empecilho seria convencer a comunidade internacional, por isso se inventou essa estória. Quanto ao Conselho de Segurança, não havia problemas, pois a Organização das Nações Unidas, desde que foi criada é servil aos interesses do referido país, dando beneplácito as atrocidades que os norte-americanos cometem mundo afora.
Mas, com nem tudo não sai como se planeja, os EUA se viram em grande dificuldade. O que seria uma guerra instantânea de no máximo duas semanas, diante do Poder bélico e tecnológico da Coalizão, composta pelos EUA, Inglaterra, França e Alemanha, transformou-se em pesadelo que dura uma década. A tenacidade dos combatentes iraquianos fez lembrar a todos nesse período, semelhança com os vietnamitas que não se intimidaram com a relativa vantagem do agressor. Logo, o conflito foi comparado ao do Vietnã, diante das baixas, do custo financeiro e moral.
Esses fatos tiveram consequências para os EUA. O apoio à intervenção militar no Iraque teve diminuição considerável entre a população norte-americana à medida que chegavam os soldados mortos cobertos com a bandeira do País. E para uma potência de alto poder bélico e tecnológico, os números são assustadores: 4.482 baixas. Para quem esperava ontem uma batalha fácil, a realidade de hoje revela o tamanho do erro do passado.
A debandada das tropas dos EUA do Iraque, assim como inevitavelmente ocorrerá no Afeganistão, já era esperada por aqueles que conhecem a história dos povos agredidos. Ao informar à população que os soldados voltariam para casa de cabeça erguida, o Presidente Obama abusou do eufemismo. Em verdade, aconteceu, como no Vietnã, uma derrota acachapante, ou melhor, ao gosto da arrogância norte-americana, aconteceu uma vitória de Pirro. Pensemos nisso.
Até a próxima!
Todos sabem que os Estdos Unidos, dilapidam, sabotam e apoiam ditadores mundo a fora. Mas ninguém diz nada, jornais e televisão principalmente. No entanto é muito bom existir esse espaço para que os fatos do cotidiano sejam relatados bem próximo da realidade. Tenho aconpanhado as postagens de seus outros textos: Todos excelentes. Continue a nos proprocionar essa alternatiava de acesso ao conhecimento. Silvio Carvalho, Ponta Porã- MS
ResponderExcluirComo a maior democracia do mundo os Estados Unidos não aplicam aquilo que pregam. Hoje sofrem as consequências da sua incoerência.Parabens, ótimo texto! Victor Mascarenhas, Feira de Santana-BA
ResponderExcluirA verdade é que somos todos dependentes dos EUA E você colocou isso com muita propriedade. José Macedo, Salvador- BA
ResponderExcluirEmbora os EUA terem a maior democracia do mundo, mas quando os interesses deles estão em jogo agem como os ditadores que apoiam e quando não fazem mais o que eles querem revelam as atrocidades que esses homens praticam como não tivessem a ajuda do próprio EUA. Maria da Conceição, Fortaleza- CE
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