Um movimento de sentido verdadeiramente inconsequente cresce em nosso país: aquele que defende a legalização do aborto. Seria uma decisão de foro íntimo, de caráter individual, se não escondesse nesse ato um delito contra a vida humana.
Comprovado cientificamente que a vida começa na fecundação do óvulo e não alguns meses depois, agora o principal argumento das feministas e de quem defende o aborto é o direito da mulher dispor livremente do seu corpo. Não se coloca em questão o prover do corpo, ela possui o livre-arbítrio que lhe permite ou não praticar o ato sexual. O que a mulher não pode, porém, é ignorar a consequência que daí poderá advir, ou seja, a possibilidade de engravidar.
Interromper uma gestação por um ato inconsequente é um crime contra a vida, exceção feita aos casos tipificados na Lei. Além do mais, a própria mãe corre risco de morte. Segundo o Ministério da Saúde, “entre 729 mil e 1,25 milhão de mulheres se submetem ao procedimento anualmente no Brasil”. Dessas, já vitimadas, em sua maioria, pelo baixo poder aquisitivo e baixa escolaridade, 250 encontram a morte.
E há outro agravante. Em pleno Século XXI, com os mais variados métodos anticonceptivos à disposição para evitar uma gravidez indesejada, as mulheres procuram a opção mais desumana. O aborto não pode ser alternativa para as inconsequências pessoais ou rota de fuga mais fácil para escapar das responsabilidades.
Hoje já existem instituições pelo Brasil afora que acolhem mulheres grávidas até o final da gestação que não desejam ficar com os filhos. Esses bebês são encaminhados para adoção e aguardam, muitas vezes, anos a fio para serem acolhidos por uma família. Enquanto mulheres tentam engravidar e não logram bom êxito; outras, porém, desprezam essa dádiva.
A vida é um bem incomensurável e não pode ser descartada como se fosse um objeto que não se deseja. As mulheres têm o direito incontestável de ter ou não filho; mas, uma vez que esse fruto foi gerado, é seu dever moral responsabilizar-se pelo ato praticado no uso do livre-arbítrio. Pensemos nisso.
Até a próxima!
Em 1º lugar como as pessoas tem coragem de abortar uma criança, se são elas mesmas que fazem isso acontecer?
ResponderExcluirNinguém tem domínio sobre a vida de ninguém a não ser Deus como diz as escrituras Deus da à vida e somente Deus pode interrompê-la.
É indiscutível a sensação de culpa que a realização de um aborto acarreta tanto à mulher que a ele recorre como à pessoa que o pratica. Tal fato deve-se à consciência que cada ser humano possui, e que o ajuda na tomada de decisões morais.
Como afirma um provérbio francês, “não há travesseiro mais macio do que uma consciência limpa”.
Eu particularmente sou contra o aborto, exceto em casos realmente especiais. Sou a favor da prevenção e da vida. Hoje em dia só engravida quem quer, pois com preservativo, anticoncepcional, pílula do dia seguinte e muito outros métodos só se a pessoa for muito inconseqüente e irresponsável. Pode-se inclusive combinar métodos contraceptivos. Porém em casos de estupro e onde a vida da mãe está correndo risco sou a favor.
Creio também que esses cuidados devem ser de ambos (homem e mulher) e não somente da mulher, o homem tem a mesma culpa que a mulher no caso de uma gestação não programada.
Não concordo com a tese de que “as mulheres têm direito ao seu corpo”, na medida em que esse suposto direito colide com princípios que consideramos absolutos, como o direito à vida do nascituro, que apresenta identidade genética própria.
É ainda impressionante, como hoje em dia com o avanço tecnológico e o consequente acesso às informações quase que involuntário, existem os que insistem em negligenciá-las, deixando assim de evitar o cometimento de atitudes impensadas para resolver problemas momentaneos como o aborto.
ResponderExcluirSilvana Rodrigues.
Carlos, lendo seus textos não sei qual é o melhor, pois cada semana vc se supera com temas que mostram uma realidade que muitas pessoas não querem enxergar.O aborto é um crime sim,quem não quer ter filhos tome cuidados. Parabéns! Aguardo o próximo. Vera Santos, Recife- PE
ResponderExcluirO Aborto de uma forma ou de outra.. é um assassinato, pois não existe diferença entre matar um adulto a sangue frio ou matar um feto que ainda esteja em processo de formação.. são pessoas da mesma forma.. portanto.. não sou a favor.. nem Deus aprova.. se não quisessem engravidar.... pelo menos prevenisse da melhor forma... pois uma criança não tem culpa da inconsequência dos outros.
ResponderExcluirMarilia Soares - Ponta Grossa - PR
Eu sou favorável à legalização do aborto, pois a mulher tem que escolher o que quer ou não para sua vida. Colocar um filho no mundo é algo muito complexo e que requer muito planejamento familiar, então acredito que em casos onde não houve um correto planejamento, ou ocorreu uma gravidez por acidente a mulher deve sim ter o direito de decidir se terá ou não o filho.
ResponderExcluirMariana Soares - Guarulhos - SP
Boa tarde!
ResponderExcluirMais um assunto polêmico,mas de total importância em nossa sociedade. Eu sou contra o aborto, e sou a favor em raras exceções (vida da mãe em perigo, má formação do feto e estupro). Me pergunto pq as futuras mães não se previnem, se existe tanta informação hoje em dia.
Esquecem que um ato inconsequente pode gerar uma vida?
Culpo em igual proporção os homens, pois não considero e acho justo que a penalidade recaia sempre na mulher.
Como foi citado em comentário anterior, existe inúmeros métodos contracpetivos e a alegação que não dispõe de valores para adquirir também não é motivo, pois a distribuição é gratuíta em postos.
Mais uma vez, quero parabeniza-lo pelo texto.
Carla Marins - Caxias do Sul - RS
E indesculpável, que em pleno século XXI, a mulher não tenha a preocupação de evitar uma gravidez indesejada. Concordo com a leitora Mariana quando disse que " a mulher tem o direito de escolher o que quer da sua vida", mas não com a uma outra vida e pricipalmente aquela que não pode se defender. Fala de planejamento incorreto, se houve esse erro que se assuma as consequências . E fecha seus comentários afirmando que o aborto se justifica na ocorrência de um gravidez acidental. Ora, não há gravidez acidental, o que existe é como bem colocou o articulante: inconsequecia. Carlos, como os demais textos esse também é muito bom! Um abordagem lúcida, equlibrada e o principal,sem fanatismo. Fernanda, Brsília, DF
ResponderExcluirO assunto é polêmico, assim como tantos outros, e acho muto saudável, as várias opiniões postadas até agora e até as discordâncias entre elas.
ResponderExcluirSou favorável ao aborto, em qualquer circunstância. Alguns podem dizer e eu respeito a opinião de cada um, que um feto não tem como se defender, que é desumano.
Não será mais desumano deixar uma criança vir ao mundo, sem ter condições de criá-la?
Ou em certos casos como assistimos nos tele jornais, jogadas em lixos num saco plástico?
Melhor fazer um aborto do que ver estas manchetes na televisão.
Luiz Fernado - Porto Alegre - RS -
Oi, Carlos! Gostei do texto...sempre válido discutir sobre este tema. Penso que, salvo casos legais, o aborto torna evidente a banalização da vida. Todavia, é um ato humano; tem nada mais humano que ferir, maltratar ou matar? Acredito que DESUMANO é assumir responsabilidade de forma ética/moral. Saudações a todos.
ResponderExcluirAydênia - Feira de Santana - Ba
Olá,Gean! Sou contra o abôrto, pois sei das conseqüências geradas por esse ato criminoso!
ResponderExcluirComo evitar? Despertando mentes que ignoram o que existe além dessa vida, na outra vida!!!Depois irão chorar o crime cometido!!
A vida deve ser preservada, não importa como foi gerada!!! É vida clamando viver e ser!!!Ser para se conhecer e crescer!!!Luz e Paz!
Lílian